Colite ulcerosa vs viagem à Ásia

Há cerca de um ano decidi, que este seria o ano em que partiria a aventura sozinha para a Tailândia, Laos, Vietname e Camboja.
A decisão estava tomada, mais fácil para mim, do que para a minha família, e compreende-se, há um ano atrás ainda estava a recuperar de uma crise.
Fiz muitas pesquisas, consultei várias agências e encontrei a Mapamundo, uma agência que realiza viagens de aventura, e digo-vos valeu bem a pena.
Desde Os rooftops de Bangkok, a tranquilidade de Luang Prabang, as buzinas de Hanoi, o postal perfeito de halong Bay, Hoi An a Veneza do Vietname, os túneis de ho chi minh, e a beleza de angkor, foi entrar numa outra dimensão de culturas, de pessoas, de cheiros, de sabores e do contacto com outras realidades. Sem dúvida mais rica e mais forte.
E como sobrevivi durante um mês em sítios diferentes de casa com uma colite ulcerosa?
Primeiro de tudo, é preciso conhecer bem o nosso corpo, saber interpretar cada sinal que ele nos dá, e depois estar sempre prevenida para qualquer eventual emergência.
O dia mais difícil foi o da viagem, controlar a ansiedade não é fácil e quando se tem uma doença como esta mais difícil é, posso dizer que no dia da viagem ia a casa de banho de hora a hora... cheguei mesmo a pensar que não ia conseguir fazer a viagem. Mas mantive o pensamento positivo, queria muito fazer esta viagem e mentalizei-me que estava preparada e que desta vez, eu é que ia dominar a colite não ela a mim. Tomei o primeiro imodium ainda em Portugal e fiz a viagem até a Tailândia lindamente.
Quanto alimentação, provei um pouco de tudo, tinha o cuidado de pedir “no spicy “, sendo que algumas das vezes sem sucesso...
A alimentação é muito a base de noddles e arroz, arroz e noddles e sopas, as sopas do Vietname são muito boas, adorei aqueles caldos, fiquei fã.
Come-se bem em geral, para quem é apreciador de arroz, noddles e especiarias, Ásia é o sítio indicado para se apreciar novos sabores.
Lembrar que as bananas também foram as minhas salva vidas, andava sempre com bananas na mochila.
Imodium e bananas não há diarreia que resista 😂, (que o meu médico não leia isto.)
Quanto ao resto, refiro-me as casas de banho, sinceramente estava à espera de muito pior, e uma coisa que me impressionou bastante foi o facto de que em todos os sítio que visitei havia sempre casas de banho e muitas delas com papel. Confesso que ia preparada para muito pior.
O pior da viagem: foi ter que regressar a casa! Adorei, aconselho mesmo!
Ps. Alguém me disse isto um dia: se fosse fácil não era para mim!
Agora é o meu lema de vida.