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Um dia com colite ulcerosa

O drama diário de quem tem DII, doença inflamatória intestinal

Um dia com colite ulcerosa

O drama diário de quem tem DII, doença inflamatória intestinal

Hoje falamos de Dor

Quem tem uma doença crónica sabe bem o que é viver com dor. Podem ser horas, dias, meses, anos de dor.

A doença pode matar, mas a dor destrói lentamente, torna frágil quem é forte, torna pessimista quem é optimista, destrói emoções, cria medos e ansiedades. A dor diária faz sofrer em silencio, faz afastar pessoas, faz deixar de fazer coisas de que se gostava, faz ter medo de sair de casa. 

E como explicar o sofrimento em que se vive, a alguem que não sabe o que é ter dor 24h por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano?

É mais facil viver com dor em silencio, do que tentar explicar a quem nunca passou por uma experiencia dolorosa. 

E quando a dor psicologica supera a dor fisica? Quando o teu cerebro está sempre em alerta, gera ataques de panico, momentos de stress? Como lidar com esta dor?

Para todos os que me seguem e me enviam mensagens a perguntar como lido com a dor, a minha resposta é :

procurem ajuda de um profissional, seja ele psicologo, psiquiatra...ou outro, porque as emoções são como um musculo, devem ser trabalhadas. Quando se passa por um longo periodo de dor o nosso cerebro procura mecanismos de defesa, e cada momento de stress por mais pequeno que seja, pode gerar ataques de panico, esses ataques de panico pode levar ao desgaste psicologico e ao isolamento.

Quantos de nós não faz uma gestão meticulosa de todos os passos que irá dar fora de casa? Quantos de nós tem um kit sos sempre consigo? Quantos de nós não passou por situações embaraçosas por não conseguir chegar a uma casa de banho a tempo? 

Para viver com esta doença é importante estar psicologicamente consciente que a dor estará sempre presente e que os imprevistos acontecem.

A postura como enfrentas a doença pode ser diferente. A decisão é tua, ou escolhes ser vitima da doença, ou escolhes ser forte e viver com uma doença.

Também tenho uma doença crónica, também já fui vitima, mas escolhi ser mais forte. É todo um processo de "higiene mental".