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Um dia com colite ulcerosa

O drama diário de quem tem DII, doença inflamatória intestinal

Um dia com colite ulcerosa

O drama diário de quem tem DII, doença inflamatória intestinal

Novos voos, novas aventuras

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No final do ano passado, decidi que este seria o primeiro, o derradeiro ano de muitas coisas boas, de sonhos para realizar, de objectivos para cumprir e de nunca mais parar.

A minha inseparavel colite não me tem dado treguas, mas eu tambem não lhe dou descanso. Estes meses tem sido duros, mas ao mesmo tempo muito compensadores, tenho feito coisas que ate então não sabia se quer, se era capaz. Houve um momento ou outro que senti o meu corpo a ceder ao cansaço, ao stress e á ansiedade, mas nunca, mesmo nunca pensei em desistir!! Desistir é para os fracos! 

Até agora o balanço tem sido positivo, sinto que a doença finalmente começa a entrar em remissão, há dias que não tenho qualquer sintoma, e outros que volta tudo, as colicas, as dores abdominais, as perdas de sangue, a diarreia...

O tratamento a meu ver e no parecer do medico já não está a fazer o efeito desejado, continuo a tomar a dose mais alta do tratamento e a faze-lo de 5 em 5 semanas... Mas já não é eficaz, se até ao final do ano a coisa se mantiver assim, irei mudar de tratamento! Felizmente começam a existir outros farmacos e novos tratamentos menos evasivos. 

E já estamos quase no final do ano, ufa, fiz tanta coisa, agora olhando para trás e imaginando-me como estava à um ano, cheia de incertezas, inseguranças, medos, frágil com a doença, estava longe de pensar que conseguia fazer tanto e em tao pouco tempo. 

O balanço deste ano foi positivo, duro, mas valeu muito apena. 

O novo ano está aí não tarda, com ele novos projectos na mira!

p.s Não desistam dos vossos sonhos. Arrisquem e se não for á primeira, tentem outra e outra vez. Sejam felizes!!!

 

 

 

 

 

auto estima vs doença auto imune

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A auto estima é um bem precioso que todos nós devemos ter, cuidar e tratar. Sim claro tratar!

Quando não estamos bem com nós mesmos, algo de muito errado se passa. Sem auto estima, acredito que somos como os animais sem o poder de falar e de se exprimirem.

E quando se tem pouca auto estima e uma doença auto imune? Como se gere estas duas fraquezas num só corpo?

Primeiro, devemos nos permitir falhar, mas não desistir, segundo, ir a baixo ou desanimar, somos humanos, todos temos os nossos momentos menos bons, mas depois de uma fase má é preciso levantar a cabeça e começar, nem que isso signifique ter que começar de novo. Pode ser mau, cair levantar, cair levantar, mas uma certeza tenho, o levantar será sempre com mais força, optimismo e mais muito mais auto estima, é claro que esta tambem se ganha com o passar dos anos.

Com a doença passa-se exactamente o mesmo, terei momentos maus muito maus, mas terei outras alturas muito boas, aprendi a  viver com ela, não me habituei a ela, mas sim aprendi a dividir o mesmo corpo, aprendi a conhecer me melhor, a perceber quais os meus limites e quando devo abrandar o ritmo, uma vez que a energia se esgota muito rapido, e nunca se sabe como vou acordar no dia seguinte se cheia de energia ou com a sessão de ter sido atropelada por um camião.

A doença fez-me perceber o quão forte eu sou, e que afinal os meus medos, receios e angustias são tudo obra da nossa amiga auto estima, que por vezes nos prega partidas sem motivos e porques, de um momento para o outro está lá com as inseguranças todas e mais algumas. É quando passo por uma situação mais stressante que a colite dá de si, após estes 6 anos com a doença percebi que uma coisa faz surgir a outra.

Não é nada facil gerir este carrossel de emoções que por qualquer situação surgem e nos desarmam por completo e nos faz sentir frágeis como vidro. Aí a solução é procurarmos alguem que nos ajude a colocar os nossos problemas, traumas, ansias, sentimentos, em gavetinhas, é realmente possivel se deixarmos que nos ajudem. E pedir ajuda não é mau, é muito bom acreditem e libertador. Para o corpo andar bem é preciso consertar a cabecinha primeiro.

Mudar o pensamento depressivo, negativo e transformar isso em energia boa, acreditem é meio caminho para o sucesso, eu pedi ajuda e ainda em certas alturas em que sinto que estou a ir a baixo por alguma situação menos boa que tenha acontecido, ou quando sinto que estou acumular muita coisa negativa cá dentro, vou de imediato ao psicoterapeuta, quem diz este diz outras especialidades, o que interessa é encontrar aquela que se adequa melhor a nós e que de facto nos faça bem. Tudo é válido, sejam profissionais de saude, ou outra terapia alternativa, desde que tenhamos quem nos ajude, nos faça bem e que nos tire aquele peso de cima é o que interessa. O importante é estarmos dispostos a ser ajudados e a procurar por ajuda. Não somos mais fracos por isso, muito pelo contrario, quer dizer que temos a capacidade e a resiliencia de procurarmos estar bem com nós mesmos. 

 

Se não gostarmos de nós proprios quem gostará?!

Se queremos estar em paz com nós mesmos e com o mundo, essa mudança tem que partir de nós, e o resto acontece. :)